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De Salomão

Salmo 72: O reino da justiça

Em uma frase

Um rei, um líder, uma pessoa de fato poderosa é quem defende os vulneráveis e faz justiça pelo pobre.

Neste estudo
  1. História
  2. Para que serve
  3. Texto bíblico
  4. O que ensina
  5. Exegese
  6. Hermenêutica
  7. Homilética (para pregadores)
  8. Aplicação
  9. Oração
  10. Pregações
  11. Salmos relacionados
  12. Perguntas frequentes

História e contexto do Salmo 72

7 palavras que resumem o Salmo 72

  1. Justiça
  2. Retidão
  3. Pobres
  4. Oprimidos
  5. Prosperidade
  6. Domínio
  7. Louvor

Para que serve o Salmo 72?

Este salmo também é lido em momentos de:

Salmo 72 NVI

De Salomão.

1Reveste o rei da tua justiça, ó Deus, e da tua retidão, o filho do rei,

2para que ele julgue com retidão e com justiça os teus que sofrem opressão.

3Que os montes tragam prosperidade ao povo; as colinas, o fruto da justiça.

4Que o rei defenda os oprimidos no meio do povo, liberte os filhos dos pobres e esmague o opressor!

5Que ele perdure1 como o sol e como a lua por todas as gerações.

6Seja ele como chuva sobre uma lavoura ceifada, como aguaceiros que regam a terra.

7Floresçam os justos nos dias do rei, e haja grande prosperidade enquanto durar a lua.

8Que ele governe de mar a mar e desde o rio Eufrates até os confins da terra.

9Inclinem-se diante dele as tribos do deserto, e os seus inimigos lambam o pó.

10Que os reis de Társis e das regiões litorâneas lhe paguem tributo e os reis de Sabá e de Sebá lhe ofereçam presentes.

11Inclinem-se diante dele todos os reis, e sirvam-lhe todas as nações.

12Pois ele liberta os pobres que pedem socorro, os oprimidos que não têm quem os ajude.

13Ele se compadece dos fracos e dos pobres e os salva da morte.

14Ele os resgata da opressão e da violência, pois aos seus olhos a vida1 deles é preciosa.

15Que o rei tenha uma vida longa! Receba ele o ouro de Sabá. Que o povo ore por ele continuamente e o bendiga todos os dias.

16Haja fartura de trigo por toda a terra, ondulando no alto dos montes. Floresçam os seus frutos como os do Líbano e cresçam as cidades como as plantas no campo.

17Permaneça para sempre o seu nome e dure a sua fama enquanto o sol brilhar. Sejam abençoadas todas as nações por meio dele, e que elas o chamem bendito.

18Bendito seja o Senhor Deus, o Deus de Israel, o único que realiza feitos maravilhosos!

19Bendito seja o seu glorioso nome para sempre; encha-se toda a terra da sua glória! Amém e amém.

20Encerram-se aqui as orações de Davi, filho de Jessé.

  1. 5. Conforme a Septuaginta. O Texto Massorético traz Que tu sejas temido. ↩
  2. 14. Hebraico: o sangue deles é precios o. ↩

Texto bíblico: Nova Versão Internacional (NVI)

O que o Salmo 72 ensina

O salmo pinta o retrato de um rei que governa não pela força, mas pela justiça.

Nos versículos 1 a 4, pede-se que o rei julgue com justiça e defenda os oprimidos.

Nos versículos 5 a 11, descreve-se um reino de paz onde o rei reina de mar a mar.

Nos versículos 12 a 17, celebra-se um líder que cuida dos fracos e deixa um legado bendito.

  1. O rei justo
  2. defende os pobres
  3. traz paz
  4. reino próspero
  5. nome abençoado

O salmista começa pedindo justiça ao rei e termina louvando a Deus, o verdadeiro doador de poder.

Exegese do Salmo 72

A exegese examina o que o texto dizia aos primeiros leitores.

O rei reveste-se de justiça Salmo 72:1-2

“Reveste o rei da tua justiça, ó Deus, e da tua retidão, o filho do rei, para que ele julgue com retidão e com justiça os teus que sofrem opressão.”

O salmista pede que o rei receba justiça e retidão de Deus. Não são dons que o rei se dá a si mesmo, mas que recebe de Deus. A justiça aqui fala da reta administração e da imparcialidade no julgamento.

O propósito é claro: que ele julgue os que sofrem opressão. Um rei justo não ignora o clamor dos aflitos, mas atua em seu favor.

Justiça e retidão não são fraqueza, são atributos de um rei verdadeiro.

Provisão e defesa dos oprimidos Salmo 72:3-4

“Que os montes tragam prosperidade ao povo; as colinas, o fruto da justiça. Que o rei defenda os oprimidos no meio do povo, liberte os filhos dos pobres e esmague o opressor!”

Os montes trazem prosperidade ao povo porque há justiça. A imagem inverte a expectativa: não é o povo que sofre para sustentar o luxo real, mas a terra inteira floresce quando o rei é justo.

O rei defendente liberta os filhos dos pobres e esmaga o opressor. O verbo esmagar é forte, mas o foco está em proteger o indefeso, não em vingança.

A justiça resulta em prosperidade para o povo, não apenas para o trono.

Permanência, chuva e florescimento Salmo 72:5-7

“Que ele perdure como o sol e como a lua por todas as gerações. Seja ele como chuva sobre uma lavoura ceifada, como aguaceiros que regam a terra. Floresçam os justos nos dias do rei, e haja grande prosperidade enquanto durar a lua.”

Uma nota da NVI marca que o texto massorético traz Que tu sejas temido, enquanto a Septuaginta (versão grega antiga) traz Que ele perdure. A imagem de perdurar como o sol e como a lua fala de um reino estável e permanente.

A chuva sobre lavoura ceifada é imagem de renovação. Não chove para destruir, mas para restaurar o que foi colhido. Os justos florescem nos dias do rei porque há segurança e ordem.

O rei justo perdura como fenômeno constante da natureza.

Domínio e tributação Salmo 72:8-11

“Que ele governe de mar a mar e desde o rio Eufrates até os confins da terra. Inclinem-se diante dele as tribos do deserto, e os seus inimigos lambam o pó. Que os reis de Társis e das regiões litorâneas lhe paguem tributo e os reis de Sabá e de Sebá lhe ofereçam presentes. Inclinem-se diante dele todos os reis, e sirvam-lhe todas as nações.”

De mar a mar e do rio Eufrates até os confins. A geografia aponta ao reino de Davi em seu auge, ou ao ideal de domínio completo. Tribos do deserto e inimigos se inclinam, e lambem o pó fala de submissão completa, não de humilhação cruel.

Reis de Társis e de outras regiões pagam tributo. A imagem é de riquezas que fluem para um centro de poder, não por conquista violenta, mas por reconhecimento da grandeza e da justiça. Todos os reis servem porque veem nele um reflexo da ordem divina.

O alcance do reino não é medido por destruição, mas por reconhecimento universal.

Compaixão pelos fracos Salmo 72:12-14

“Pois ele liberta os pobres que pedem socorro, os oprimidos que não têm quem os ajude. Ele se compadece dos fracos e dos pobres e os salva da morte. Ele os resgata da opressão e da violência, pois aos seus olhos a vida deles é preciosa.”

O rei liberta os pobres que clamam e os oprimidos sem ajudante. Ele tem compaixão, sente com os fracos e os pobres. Não é distante, calculista; age por afeto.

A vida deles é preciosa. A NVI anota que o hebraico refere-se ao sangue deles como precioso. Evita o derramamento de sangue inocente porque cada vida tem valor diante de Deus.

O coração do rei está com quem não tem voz no tribunal.

Longa vida, fartura e bênção imperecível Salmo 72:15-17

“Que o rei tenha uma vida longa! Receba ele o ouro de Sabá. Que o povo ore por ele continuamente e o bendiga todos os dias. Haja fartura de trigo por toda a terra, ondulando no alto dos montes. Floresçam os seus frutos como os do Líbano e cresçam as cidades como as plantas no campo. Permaneça para sempre o seu nome e dure a sua fama enquanto o sol brilhar. Sejam abençoadas todas as nações por meio dele, e que elas o chamem bendito.”

Que o rei tenha vida longa e receba ouro de Sabá. Ouro de Sabá era o presente máximo, trazido de um reino distante e rico. Mas mais que riqueza material, o povo o abençoa continuamente, o que é o maior presente.

Fartura de trigo e cidades que crescem. A prosperidade não é um luxo para poucos, mas abundância que enche os campos e as cidades. O seu nome dura para sempre porque as nações são abençoadas por meio dele.

Ao rei que é justo, a vida é alongada e o seu nome permanece abençoado.

Louvor a Deus, verdadeiro realizador Salmo 72:18-20

“Bendito seja o Senhor Deus, o Deus de Israel, o único que realiza feitos maravilhosos! Bendito seja o seu glorioso nome para sempre; encha-se toda a terra da sua glória! Amém e amém. Encerram-se aqui as orações de Davi, filho de Jessé.”

Bendito seja o Senhor Deus, o único que realiza feitos maravilhosos. Aqui se revela a tensão do salmo: pediu-se justiça ao rei, descreveu-se um reino ideal, mas quem realiza tudo isso é Deus. O rei é instrumento da vontade divina.

Encerram-se aqui as orações de Davi, filho de Jessé. Não está claro se é um comentário do organizador dos salmos ou parte do próprio texto. De qualquer modo, marca o final de uma coleção de orações de Davi e o início de outra seção (Livro III).

O ponto final não é o rei, mas Deus que faz feitos maravilhosos.

Hermenêutica do Salmo 72

A pergunta

Como devo entender e aplicar este salmo sobre realeza e justiça?

O Salmo 72 é poesia de esperança em uma liderança que de fato protege os fracos. Ler como promessa de que se você for justo será rico e poderoso desvirtua o texto. A promessa é que quando um líder busca justiça acima do lucro, toda a sociedade prospera.

Os cristãos leem este salmo como profecia messiânica. Jesus retoma a imagem: ele é o rei que não veio para ser servido, mas para servir. Mateus 25:31-46 mostra o julgamento final focado exatamente no que este salmo valoriza: você alimentou o faminto? Visitou o preso? Vestiu o nu?

Como cidadão, o texto te convida a orar pelos líderes e a avaliar-los pela justiça que fazem pelo oprimido. Como líder, te convida a medir teu sucesso não pela riqueza que acumulas, mas pelo bem que trazes aos mais vulneráveis.

Outros textos que falam do rei justo e da justiça social

PassagemO que mostra
Isaías 11:1-5O Messias será justo, fará justiça aos necessitados e ferirá o ímpio com a vara de sua boca.
Jeremias 23:5-6Deus levantará um Renovo justo que reinará com sabedoria e fará justiça e retidão na terra.
Salmo 82Deus julga os juízes que defendem os ímpios e chama todos a defender os fracos e os órfãos.
Mateus 25:31-46O julgamento final de Jesus foca em quem alimentou, vestiu e visitou o necessitado.
Provérbios 29:7O justo conhece o direito dos pobres, mas o ímpio não o compreende.

Homilética do Salmo 72

A homilética transforma o estudo em mensagem para ser pregada ou ensinada, útil para pastores, professores de EBD e grupos de estudo.

  1. O rei reveste-se de justiça Salmo 72:1-2Justiça e retidão não são dados pelo povo ao rei, mas recebidos de Deus como instrumentos para proteger o oprimido.
  2. O povo inteiro prospera Salmo 72:3-4Quando um rei é justo, não apenas o tesouro se enche, mas a terra floresce e a opressão cessa.
  3. Permanência e renovação Salmo 72:5-7O reino justo perdura e renova-se continuamente, como chuva sobre lavoura ceifada.
  4. Reconhecimento universal Salmo 72:8-11Não é a força que faz o rei ser reconhecido, mas a justiça que o circunda.
  5. Compaixão é força Salmo 72:12-14O rei verdadeiro liberta os que ninguém mais ouve porque entende que cada vida é preciosa.
  6. Legado que permanece Salmo 72:15-17Um rei justo deixa nome abençoado e nações que o chamam bendito, mas um rei injusto deixa ruínas.

Aplicação espiritual do Salmo 72

Mensagem central

Um rei, um líder, uma pessoa de fato poderosa é quem defende os vulneráveis e faz justiça pelo pobre.

Salomão, a quem este salmo é atribuído, começou reinando assim e Deus o abençoou; depois mudou seu coração e as bênçãos minguaram.

Oração baseada no Salmo 72

7 títulos de pregações sobre o Salmo 72

  1. O Verdadeiro Poder Está em Defender os Fracos
  2. Quando o Rei é Justo, o Povo Todo Prospera
  3. Oração pelos Governantes: O que Pedir a Deus
  4. Um Legado Abençoado ou um Legado Destruído
  5. De Mar a Mar: O Reino de Deus não Cessa
  6. Esmagar o Opressor, Libertar o Oprimido
  7. Salomão Começou Assim, mas o Seu Coração Mudou

7 Salmos relacionados ao Salmo 72

Perguntas frequentes sobre o Salmo 72

O que significa o Salmo 72?

O Salmo 72 pinta o retrato de um rei justo que governa com equidade, defende os pobres e traz paz. A ênfase está em que um líder verdadeiro usa seu poder para proteger os vulneráveis, não para enriquecê-se. É também lido como profecia messiânica sobre Jesus, o Rei que faz justiça.

Por que a Bíblia pede que eu ore pelos líderes?

Porque a justiça e a paz de uma nação dependem de seus líderes. O Salmo 72 é essencialmente uma oração pedindo um líder justo. Orar pelos que governam é não apenas pedir-lhes que façam o bem, mas reconhecer que o poder vem de Deus.

O Salmo 72 é uma promessa de que serei rico se for justo?

Não. Ler assim desvirtua o texto. O salmo fala de um reino inteiro que prospera quando o rei é justo, não de riqueza individual. A prosperidade mencionada é coletiva e resulta de um governo que não rouba nem corrompe.

Por que o salmo menciona tanta guerra e domínio?

Porque o salmo reflete a realidade do poder político antigo. Mas note que o foco não está em vitórias militares, mas em justiça, compaixão e duração do reino. Domínio aqui significa ordem e reconhecimento, não subjugação cruel.

Jesus é o Rei do Salmo 72?

Os cristãos leem assim. Jesus retoma a imagem de um rei que não veio para ser servido, mas para servir. Ele cumpre o salmo ao colocar o necessitado no centro (Mateus 25) e ao reinar com justiça eterna.

Como usar o Salmo 72 em oração hoje?

Leia um versículo por vez e peça a Deus para aumentar a justiça em seu círculo de influência. Ore pelos seus líderes, pedindo que se revistam de justiça. Use o salmo para avaliar se as pessoas no poder estão cuidando dos pobres e dos oprimidos.

Qual é a esperança do Salmo 72?

Que há um Deus que vê a injustiça e que espera líderes que defendam os vulneráveis. A esperança está em que a justiça, quando praticada, leva a paz, fartura e um reino que perdura.