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De Asafe

Salmo 73: Inveja dos ímpios e o santuário

Em uma frase

A inveja morre quando você redescobre que a presença de Deus vale mais que qualquer sucesso que o mundo oferece.

Neste estudo
  1. História
  2. Para que serve
  3. Texto bíblico
  4. O que ensina
  5. Exegese
  6. Hermenêutica
  7. Homilética (para pregadores)
  8. Aplicação
  9. Oração
  10. Pregações
  11. Salmos relacionados
  12. Perguntas frequentes

História e contexto do Salmo 73

7 palavras que resumem o Salmo 73

  1. Inveja
  2. Santuário
  3. Integridade
  4. Prosperidade
  5. Arrogância
  6. Presença
  7. Herança

Para que serve o Salmo 73?

Este salmo também é lido em momentos de:

Salmo 73 NVI

LIVRO III

Salmo de Asafe.

1Certamente Deus é bom para Israel, para os puros de coração.

2Quanto a mim, os meus pés quase tropeçaram; por pouco não escorreguei.

3Pois tive inveja dos arrogantes quando vi a prosperidade desses ímpios.

4Eles não passam por sofrimento; o seu corpo é saudável e forte.1

5Não têm os fardos comuns a todos nem são atingidos como os demais.

6Por isso, o orgulho lhes serve de colar, e eles se vestem de violência.

7Do seu íntimo1 brota a maldade;2 da sua mente transbordam maquinações.

8Eles zombam e falam com más intenções; na sua arrogância ameaçam com opressão.

9Com a boca arrogam a si os céus e com a língua se apossam da terra.

10Por isso, o povo se volta para eles e bebe as suas palavras até saciar-se.

11Eles dizem: “Como saberá Deus? Terá conhecimento o Altíssimo?”.

12Assim são os ímpios: sempre despreocupados, aumentam as suas riquezas.

13Certamente me foi inútil manter puro o coração e lavar as mãos na inocência,

14pois o dia inteiro sou afligido, e todas as manhãs sou castigado.

15Se eu tivesse dito: “Falarei como eles”, teria traído os teus filhos.

16Quando tentei entender tudo isso, foi insuportável para mim,

17até que entrei no santuário de Deus e compreendi o destino dos ímpios.

18Certamente os pões em terreno escorregadio e os fazes cair na ruína.

19Como são destruídos de repente e completamente consumidos pelo terror!

20Como alguém que se desperta de um sonho, assim, Senhor, te levantarás e desprezarás a imagem deles.

21Quando o meu coração estava amargurado e no íntimo eu sentia inveja,

22agi como estúpido e ignorante; a minha atitude para contigo era a de um animal irracional.

23Contudo, sempre estou contigo; tomas a minha mão direita e me susténs.

24Tu me diriges com o teu conselho e depois me receberás com honras.

25A quem tenho nos céus senão a ti? Não há ninguém na terra que eu deseje mais do que a ti.

26O meu corpo e o meu coração poderão fraquejar, mas Deus é a rocha do meu coração e a minha herança para sempre.

27Certamente os que te abandonam perecerão; tu destróis todos os que são infiéis a ti.

28Quanto a mim, bom é estar perto de Deus. Fiz do Soberano Senhor o meu refúgio; proclamarei todos os teus feitos.

  1. 4. Ou sofrimento até morrer, / e o seu corpo é forte. ↩
  2. 7. Hebraico: gordura. ↩
  3. 7. Conforme a Septuaginta e a Versão Siríaca. O Texto Massorético traz Os olhos saltam-lhes da gordura. ↩

Texto bíblico: Nova Versão Internacional (NVI)

O que o Salmo 73 ensina

O salmista passa por uma crise de fé ao ver que quem não busca a Deus prospera.

Nos versículos 1 a 14, ele quase tropeça ao invejar o sucesso dos ímpios enquanto ele sofre.

Nos versículos 15 a 28, ele entra no santuário, entende o destino deles e redescobre que Deus é seu melhor bem.

  1. Inveja
  2. Confusão
  3. Santuário
  4. Compreensão
  5. Comunhão com Deus

Quem busca a Deus aprende que sua presença vale mais que qualquer sucesso aparente.

Exegese do Salmo 73

A exegese examina o que o texto dizia aos primeiros leitores.

A verdade testada pela realidade Salmo 73:1-3

“Certamente Deus é bom para Israel, para os puros de coração. Quanto a mim, os meus pés quase tropeçaram; por pouco não escorreguei. Pois tive inveja dos arrogantes quando vi a prosperidade desses ímpios.”

O salmista começa afirmando que Deus é bom para com os puros de coração. Esse versículo é a declaração de fé que toda a sua crise vai questionar e confirmar depois. Mas então seus pés quase escorregam. Pois teve inveja dos arrogantes ao ver a prosperidade dos ímpios. A inveja é o ponto de partida: não é só que prosperam, é que ele deseja o que eles têm.

A fé é testada quando a inveja questiona a bondade de Deus.

Os ímpios não sofrem como os outros Salmo 73:4-7

“Eles não passam por sofrimento; o seu corpo é saudável e forte. Não têm os fardos comuns a todos nem são atingidos como os demais. Por isso, o orgulho lhes serve de colar, e eles se vestem de violência. Do seu íntimo brota a maldade; da sua mente transbordam maquinações.”

O salmista observa que os ímpios não passam por sofrimento. Seu corpo é saudável e forte. Não têm os fardos comuns aos demais. Por isso o orgulho lhes serve de colar. Vestem-se de violência. Do seu íntimo brota a maldade e da mente transbordam maquinações.

O salmista descreve o conforto aparente do ímpio.

A arrogância dos ímpios e a influência sobre o povo Salmo 73:8-11

“Eles zombam e falam com más intenções; na sua arrogância ameaçam com opressão. Com a boca arrogam a si os céus e com a língua se apossam da terra. Por isso, o povo se volta para eles e bebe as suas palavras até saciar-se. Eles dizem: “Como saberá Deus? Terá conhecimento o Altíssimo?”.”

Eles zombam e falam com más intenções. Na arrogância ameaçam com opressão. Com a boca arrogam a si os céus e com a língua se apossam da terra. O povo se volta para eles e bebe as suas palavras até saciar-se. Os ímpios questionam: Como saberá Deus? Terá conhecimento o Altíssimo?

O povo segue os ímpios e seus questionamentos sobre Deus.

A prosperidade eterna do ímpio Salmo 73:12

“Assim são os ímpios: sempre despreocupados, aumentam as suas riquezas.”

Assim são os ímpios: sempre despreocupados, aumentam as suas riquezas. Essa observação resume o paradoxo que aflige o salmista: quem não busca a Deus não sofre, prospera continuamente.

O sucesso contínuo dos que rejeitam a Deus.

A confusão do salmista Salmo 73:13-16

“Certamente me foi inútil manter puro o coração e lavar as mãos na inocência, pois o dia inteiro sou afligido, e todas as manhãs sou castigado. Se eu tivesse dito: “Falarei como eles”, teria traído os teus filhos. Quando tentei entender tudo isso, foi insuportável para mim,”

Aqui o salmista chega ao fundo do poço. Manteve o coração puro. Lavou as mãos na inocência. E qual é o resultado? O dia inteiro é afligido. Todas as manhãs é castigado. Se tivesse falado como os ímpios, teria traído os filhos de Deus, mas ao menos teria paz?

O pensamento o enterra. Tenta entender tudo isso, mas é insuportável. É o ponto de maior desespero: a fé parece não valer a pena.

Se a pureza não compensa, por que manter o coração puro?

Até que entrou no santuário Salmo 73:17

“até que entrei no santuário de Deus e compreendi o destino dos ímpios.”

Uma mudança abrupta acontece. O salmista entra no santuário de Deus. Nesse lugar, ele compreende o destino dos ímpios. Não sabemos exatamente o que viu ou ouviu, mas a perspectiva se inverteu. A adoração colocou tudo em seu lugar.

O lugar de adoração muda tudo.

A queda do ímpio é certa Salmo 73:18-20

“Certamente os pões em terreno escorregadio e os fazes cair na ruína. Como são destruídos de repente e completamente consumidos pelo terror! Como alguém que se desperta de um sonho, assim, Senhor, te levantarás e desprezarás a imagem deles.”

Agora o salmista entende. Deus os põe em terreno escorregadio. Caem na ruína. São destruídos de repente e consumidos completamente pelo terror. Como alguém que se desperta de um sonho, assim Deus se levantará e desprezará a imagem deles. Tudo que parecer sólido no mundo dos ímpios é apenas ilusão.

O destino certo do ímpio é a queda repentina.

Confissão leva à reconciliação Salmo 73:21-24

“Quando o meu coração estava amargurado e no íntimo eu sentia inveja, agi como estúpido e ignorante; a minha atitude para contigo era a de um animal irracional. Contudo, sempre estou contigo; tomas a minha mão direita e me susténs. Tu me diriges com o teu conselho e depois me receberás com honras.”

Quando o coração estava amargurado e sentia inveja, o salmista agiu como estúpido e ignorante. Sua atitude era a de um animal irracional. Mas a confissão leva à reconciliação. Contudo, sempre estou contigo. Tomas a minha mão direita e me susténs. Tu me diriges com o teu conselho e depois me receberás com honras.

Confissão e retorno trazem direcionamento divino.

Deus é o verdadeiro tesouro Salmo 73:25-28

“A quem tenho nos céus senão a ti? Não há ninguém na terra que eu deseje mais do que a ti. O meu corpo e o meu coração poderão fraquejar, mas Deus é a rocha do meu coração e a minha herança para sempre. Certamente os que te abandonam perecerão; tu destróis todos os que são infiéis a ti. Quanto a mim, bom é estar perto de Deus. Fiz do Soberano Senhor o meu refúgio; proclamarei todos os teus feitos.”

A quem tenho nos céus senão a ti? Não há ninguém na terra que eu deseje mais do que a ti. O corpo pode fraquejar e o coração pode falhar, mas Deus é a rocha do coração e herança eterna. Certamente quem te abandona perece. Todos os infiéis a ti encontram destruição. Quanto ao salmista: bom é estar perto de Deus. Fez do Senhor o seu refúgio e proclamará todos os seus feitos.

O verdadeiro tesouro é a presença de Deus, e tudo mais desaparece.

Hermenêutica do Salmo 73

A pergunta

Como você lida com a inveja de quem não busca a Deus e prospera?

O Salmo 73 é um reflexo honesto sobre um conflito que muita gente enfrenta. O texto não oculta a dúvida nem a amargura. O salmista não pinta um mundo de faz de conta onde tudo é justo e equilibrado. Ele vê injustiça real e questiona.

A chave não está em negar o que vê, mas em entrar no santuário de Deus, isto é, em adorar, em estar na presença divina. É no encontro pessoal com Deus que a perspectiva muda. O problema nunca foi que Deus não soubesse ou não se importasse; era a falta de perspectiva daquele que invejava.

Os cristãos leem esse salmo à luz do Novo Testamento e da vida eterna. O destino dos ímpios, para o cristão, não é só nesta vida. A vida eterna com Deus é o tesouro verdadeiro. A inveja perde o sentido quando se redescobre que nada neste mundo compara com a presença de Deus.

Outros textos que falam do destino dos justos e dos ímpios

PassagemO que mostra
Salmo 37Não se inquiete com quem pratica o mal; confia em Deus, pois herdarás a terra.
Provérbios 23:17-18Não tenha inveja de pecadores, mas busque o temor do Senhor sempre.
1 Pedro 1:24-25Toda carne é como erva, mas a palavra do Senhor permanece para sempre.
1 João 2:15-17O mundo passa com seus desejos, mas quem faz a vontade de Deus permanece para sempre.
Mateus 6:19-21Não ajunte riquezas que a traça devora; ajunte tesouros no céu.
Hebreus 11:13-16Os heróis da fé buscavam uma cidade preparada por Deus.

Homilética do Salmo 73

A homilética transforma o estudo em mensagem para ser pregada ou ensinada, útil para pastores, professores de EBD e grupos de estudo.

  1. Quando a realidade questiona a verdade Salmo 73:1-3O que você vê ao seu redor às vezes contradiz o que crê sobre Deus. A inveja nasce dessa contradição.
  2. A vida confortável do arrogante Salmo 73:4-7O sucesso dos ímpios parece garantido, mas está construído sobre areia e separação de Deus.
  3. O limite da fé quando não entendemos Salmo 73:13-16Não há resposta racional para a injustiça. O intelecto sozinho não resolve a inveja.
  4. O santuário muda a perspectiva Salmo 73:17Adoração não dá explicações, dá perspectiva. Deus torna-se maior que o problema.
  5. Quem tenho além de ti? Salmo 73:25-26Descobrir que Deus é o verdadeiro tesouro faz toda inveja desaparecer.

Aplicação espiritual do Salmo 73

Mensagem central

A inveja morre quando você redescobre que a presença de Deus vale mais que qualquer sucesso que o mundo oferece.

O salmista não negou o sofrimento nem a injustiça, mas entrou no santuário e mudou de perspectiva. Adoração é mais poderosa que argumentos.

Oração baseada no Salmo 73

7 títulos de pregações sobre o Salmo 73

  1. De Invejoso a Contemplativo
  2. O Santuário Muda Tudo
  3. Por Que o Mal Prospera e Como Entender Isso
  4. A Inveja que Quase Me Perdeu
  5. Terreno Escorregadio: o Fim do Arrogante
  6. Ninguém no Céu Além de Ti
  7. Do Sofrimento à Herança Eterna

7 Salmos relacionados ao Salmo 73

Perguntas frequentes sobre o Salmo 73

Por que o Salmo 73 começa dizendo que Deus é bom, se depois questiona isso?

O salmista não questiona se Deus é bom; questiona como reconciliar essa bondade com a injustiça que vê. A verdade inicial não é destruída pela dúvida, é confirmada quando ele volta ao santuário.

A inveja é pecado? O salmista não é julgado por isso?

Sim, o salmista reconhece que agiu como estúpido. Mas o salmo não o condena por questionar; celebra quando ele confessa e retorna a Deus. A honestidade emocional com Deus é valorizada mais que a fé fingida.

O que significa entrar no santuário?

Literalmente, o templo de Deus. Mas hoje significa um momento de adoração, oração e conexão com Deus. Quando você entra em sua presença, a perspectiva muda. Seus problemas não desaparecem, mas parecem menores.

Como o Salmo 73 resolve o problema do mal? Não deixa em aberto?

O salmo não oferece uma explicação teórica, mas oferece fé. O ímpio cai. O justo tem Deus. No final das contas, a presença de Deus é melhor que explicações. O cristão vê isso completamente em Jesus.

Se Deus cuida de mim, por que ainda sofro?

O Salmo 73 não promete uma vida sem sofrimento. Promete que Deus está com você no sofrimento. A presença dele é a resposta, não a ausência de dificuldade.

Como posso deixar de invejar quem prospera sem buscar a Deus?

Leia o Salmo 73 inteiro, especialmente os versículos 17 a 28. Redescubra que o verdadeiro tesouro é a presença de Deus, não a riqueza. Adore. Deixe que sua perspectiva mude.

O versículo 'Deus é a rocha do meu coração' aparece em outro lugar?

Essa expressão aparece em outros salmos (como 18, 42, 62), representando Deus como a base sólida e confiável de tudo. É uma metáfora poderosa de solidez e permanência.