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De Asafe

Salmo 74: Lamento pelo templo destruído

Em uma frase

Mesmo na ruína, você pode clamar a Deus recordando que ele já agiu e pode agir novamente.

Neste estudo
  1. História
  2. Para que serve
  3. Texto bíblico
  4. O que ensina
  5. Exegese
  6. Hermenêutica
  7. Homilética (para pregadores)
  8. Aplicação
  9. Oração
  10. Pregações
  11. Salmos relacionados
  12. Perguntas frequentes

História e contexto do Salmo 74

7 palavras que resumem o Salmo 74

  1. Ruína
  2. Aliança
  3. Santuário
  4. Lamento
  5. Justiça
  6. Resgate
  7. Fidelidade

Para que serve o Salmo 74?

Este salmo também é lido em momentos de:

Salmo 74 NVI

Masquil§1 de Asafe.

1Por que nos rejeitaste para sempre, ó Deus? Por que se acende a tua ira contra as ovelhas da tua pastagem?

2Lembra-te do povo que adquiriste em tempos passados, da tribo da tua herança que resgataste e do monte Sião, onde habitaste.

3Volta os teus passos para aquelas ruínas perpétuas, para toda a destruição que o inimigo causou no teu santuário.

4Os teus adversários vociferaram no lugar das tuas assembleias conosco e hastearam suas bandeiras em sinal de vitória.

5Pareciam homens armados com machados que invadem um bosque cerrado.

6Com machados e marretas esmigalharam todos os revestimentos de madeira esculpida.

7Atearam fogo ao teu santuário; profanaram a habitação do teu nome, arrasando-a até o chão.

8Disseram no coração: “Vamos acabar com eles!”. Queimaram todos os santuários do país.

9Já não vemos sinais milagrosos; já não há profetas, e nenhum de nós sabe até quando isso continuará.

10Até quando o adversário irá zombar, ó Deus? Será que o inimigo blasfemará contra o teu nome para sempre?

11Por que reténs a tua mão, a tua mão direita? Não fiques de braços cruzados! Destrói-os!

12Contudo, Deus é o meu Rei desde a antiguidade; ele realiza atos de salvação sobre a terra.

13Tu dividiste o mar pelo teu poder; quebraste a cabeça das serpentes das águas.

14Esmagaste as cabeças do Leviatã1 e o deste por comida às criaturas do deserto.

15Tu abriste fontes e regatos; secaste rios perenes.

16O dia é teu, e tua também é a noite; estabeleceste a lua e o sol.

17Determinaste todas as fronteiras da terra; fizeste o verão e o inverno.

18Lembra-te de como o inimigo tem zombado de ti, ó Senhor, como os insensatos têm blasfemado contra o teu nome.

19Não entregues a vida da tua pomba aos animais selvagens; não te esqueças para sempre da vida do teu povo indefeso.

20Dá atenção à tua aliança, porque de antros de violência se enchem os lugares sombrios do país.

21Não deixes que o oprimido se retire humilhado! Faz que o pobre e o necessitado louvem o teu nome.

22Levanta-te, ó Deus, e defende a tua causa; lembra-te de como os insensatos zombam de ti sem cessar.

23Não ignores a gritaria dos teus adversários, o crescente tumulto dos teus inimigos.

  1. 14. Ou monstro marinho. ↩

Texto bíblico: Nova Versão Internacional (NVI)

O que o Salmo 74 ensina

O povo sofre uma destruição e pergunta por que Deus parece afastado.

Nos versículos 1 a 11, o lamento: descrevem a destruição e pedem que Deus não esqueça.

Nos versículos 12 a 23, a memória: recordam as obras de Deus no passado e pedem que ele aja novamente.

  1. Destruição
  2. Lamento
  3. Memória do Passado
  4. Apelo a Deus
  5. Confiança

Mesmo na ruína, o povo se volta para Deus, recordando que ele agiu antes e pode agir novamente.

Exegese do Salmo 74

A exegese examina o que o texto dizia aos primeiros leitores.

Por que nos rejeitaste para sempre Salmo 74:1

“Por que nos rejeitaste para sempre, ó Deus? Por que se acende a tua ira contra as ovelhas da tua pastagem?”

O salmo começa com uma pergunta que toca o coração do lamento: Por que nos rejeitaste? Não é uma pergunta intelectual, é um grito de dor. Os versículos chamam o povo de ovelhas da pastagem de Deus e de tribo da herança. Ou seja, se Deus é o pastor e o povo é seu rebanho, por que o deixa ser destruído?

A pergunta mais profunda: por que Deus parece ter rejeitado seu povo?

Lembra-te do povo que adquiriste Salmo 74:2-3

“Lembra-te do povo que adquiriste em tempos passados, da tribo da tua herança que resgataste e do monte Sião, onde habitaste. Volta os teus passos para aquelas ruínas perpétuas, para toda a destruição que o inimigo causou no teu santuário.”

Em vez de acusar, o povo apela à memória de Deus. Lembra-te do que fizeste. Adquiriste este povo em tempos passados. Resgataste-o. Habitaste em Sião. Volta os teus passos para aquelas ruínas. A estratégia é lembrar Deus de sua própria fidelidade anterior e pedir que a repita.

Lembra-te! O povo usa a história como argumento diante de Deus.

Invasão e destruição do templo Salmo 74:4-7

“Os teus adversários vociferaram no lugar das tuas assembleias conosco e hastearam suas bandeiras em sinal de vitória. Pareciam homens armados com machados que invadem um bosque cerrado. Com machados e marretas esmigalharam todos os revestimentos de madeira esculpida. Atearam fogo ao teu santuário; profanaram a habitação do teu nome, arrasando-a até o chão.”

Os adversários vociferam no lugar das assembleias e hastearam suas bandeiras em vitória. Parecem homens armados com machados que invadem um bosque. Com machados e marretas esmigalharam todos os revestimentos de madeira esculpida do templo. Atearam fogo ao santuário, profanaram a habitação do nome de Deus, arrasando-a até o chão.

Os inimigos destroem o templo com violência.

O silêncio dos milagres Salmo 74:8-9

“Disseram no coração: “Vamos acabar com eles!”. Queimaram todos os santuários do país. Já não vemos sinais milagrosos; já não há profetas, e nenhum de nós sabe até quando isso continuará.”

Os inimigos disseram no coração: Vamos acabar com eles. Queimaram todos os santuários do país. Para o povo isso é catastrófico porque o templo é o lugar onde Deus manifesta sua presença. Já não vemos sinais milagrosos. Já não há profetas. Ninguém sabe até quando essa situação continuará.

Os inimigos planejam destruir a fé e acabam com os santuários.

Até quando o adversário irá zombar? Salmo 74:10-11

“Até quando o adversário irá zombar, ó Deus? Será que o inimigo blasfemará contra o teu nome para sempre? Por que reténs a tua mão, a tua mão direita? Não fiques de braços cruzados! Destrói-os!”

O povo pergunta: Até quando? Será que o inimigo blasfemará contra teu nome para sempre? Depois pede ação: Por que reténs a tua mão? Destrói-os! Ninguém na comunidade de fé consegue vencer, e Deus parece estar com os braços cruzados.

O salmista pede que Deus tome ação, porque o inimigo continua blasfemando.

O poder sobre criação Salmo 74:12-15

“Contudo, Deus é o meu Rei desde a antiguidade; ele realiza atos de salvação sobre a terra. Tu dividiste o mar pelo teu poder; quebraste a cabeça das serpentes das águas. Esmagaste as cabeças do Leviatã e o deste por comida às criaturas do deserto. Tu abriste fontes e regatos; secaste rios perenes.”

O salmo muda de tom. Contudo, Deus é meu Rei desde a antiguidade. Ele realiza atos de salvação sobre a terra. Tu dividiste o mar pelo teu poder. Quebraste a cabeça das serpentes das águas. Esmagaste as cabeças do Leviatã e o deste por comida às criaturas do deserto. Tu abriste fontes e regatos. Secaste rios perenes.

Deus conquistou natureza selvagem e criou as fontes.

Soberano sobre o tempo Salmo 74:16-17

“O dia é teu, e tua também é a noite; estabeleceste a lua e o sol. Determinaste todas as fronteiras da terra; fizeste o verão e o inverno.”

O dia é teu, e tua também é a noite. Estabeleceste a lua e o sol. Determinaste todas as fronteiras da terra. Fizeste o verão e o inverno. O povo está dizendo: Tu já provaste teu poder. Tu controlas tudo. Tu livraste Israel no passado. Faze o mesmo agora diante dos inimigos.

Deus determina os tempos e as estações.

Memória e aliança como base do apelo Salmo 74:18-20

“Lembra-te de como o inimigo tem zombado de ti, ó Senhor, como os insensatos têm blasfemado contra o teu nome. Não entregues a vida da tua pomba aos animais selvagens; não te esqueças para sempre da vida do teu povo indefeso. Dá atenção à tua aliança, porque de antros de violência se enchem os lugares sombrios do país.”

Lembra-te de como o inimigo zombou de ti. Como os insensatos blasfemaram contra teu nome. Não entregues a vida da pomba aos animais selvagens. Não te esqueças da vida do teu povo indefeso. Dá atenção à tua aliança. Porque de antros de violência se enchem os lugares sombrios do país.

O povo pede que Deus lembre-se da zombaria e guarde sua aliança.

Apelo final: defende tua causa Salmo 74:21-23

“Não deixes que o oprimido se retire humilhado! Faz que o pobre e o necessitado louvem o teu nome. Levanta-te, ó Deus, e defende a tua causa; lembra-te de como os insensatos zombam de ti sem cessar. Não ignores a gritaria dos teus adversários, o crescente tumulto dos teus inimigos.”

Não deixes que o oprimido se retire humilhado. Faz que o pobre e o necessitado louvem teu nome. Levanta-te, ó Deus, e defende tua causa. Lembra-te de como os insensatos zombam de ti sem cessar. Não ignores a gritaria dos teus adversários e o crescente tumulto dos teus inimigos.

Pedido final por ação divina contra a zombaria.

Hermenêutica do Salmo 74

A pergunta

Como orar quando a fé e a comunidade parecem em ruínas?

O Salmo 74 é lamento comunitário, não pessoal. Fala do sofrimento de um povo inteiro, da perda coletiva de significado religioso. Não é lido em hospitais como o Salmo 23, mas em tempos de calamidade pública, guerras, perseguições contra a Igreja ou desastres que destroem comunidades.

O salmo não oferece respostas. Oferece honestidade. Permite que o povo diga que não entende por que Deus permitiu a destruição. Mas não termina em desespero: termina apelando à memória das obras de Deus. A estratégia é lembrar a Deus (e a si mesmo) que ele já provou ser poderoso e fiel.

Os cristãos entendem que Deus não abandona seu povo, mesmo quando as circunstâncias parecem dizer o contrário. O Novo Testamento cita Salmo 74:2 ao falar de Jesus como o preço pago pela redenção. A comunidade de fé é resgatada não por força humana, mas pelo sacrifício de Cristo.

Outros textos sobre lamento coletivo e esperança na aliança

PassagemO que mostra
Salmo 79Também lamenta a destruição de Jerusalém e pede perdão pelos pecados e ação de Deus.
Lamentações 1-5Livro inteiro dedicado ao lamento pela destruição de Jerusalém e esperança na restauração.
Neemias 1Nehemias ora lamentando a destruição das muralhas de Jerusalém.
Jeremias 31:31-34Promessa da nova aliança que Deus fará, trazendo esperança após lamento.
Romanos 3:25Cristo como resgate, retomando a ideia de que Deus sempre buscou resgatar seu povo.
Efésios 1:7A redenção através do sangue de Cristo, o preço da compra do povo de Deus.

Homilética do Salmo 74

A homilética transforma o estudo em mensagem para ser pregada ou ensinada, útil para pastores, professores de EBD e grupos de estudo.

  1. O lamento honesto diante de Deus Salmo 74:1-3Permitir-se questionar e clamar quando tudo cai é mais saudável que fingir que está tudo bem.
  2. A destruição atinge o coração Salmo 74:4-9Quando a comunidade de fé é atacada, o espiritual e o físico sofrem juntos.
  3. O apelo por ação divina Salmo 74:10-11Não há solução humana para alguns problemas; só Deus pode intervir.
  4. Memória do poder de Deus Salmo 74:12-17Recordar o que Deus fez no passado fortalece a fé no presente.
  5. A aliança como base do apelo Salmo 74:18-23Deus se comprometeu com seu povo; podemos clamar com base nessa promessa.

Aplicação espiritual do Salmo 74

Mensagem central

Mesmo na ruína, você pode clamar a Deus recordando que ele já agiu e pode agir novamente.

O lamento é um ato de fé. Quem clama reconhece que Deus é o único que pode ajudar.

Oração baseada no Salmo 74

7 títulos de pregações sobre o Salmo 74

  1. De Ruína a Esperança
  2. Quando o Silêncio de Deus é Ensurdecedor
  3. Como Orar na Destruição
  4. As Obras de Deus no Passado
  5. Aliança: o Fundamento do Apelo
  6. Resistência e Fé Comunitária
  7. Recordar para Não Desesperar

7 Salmos relacionados ao Salmo 74

Perguntas frequentes sobre o Salmo 74

O que significa o Salmo 74?

É um lamento comunitário pela destruição do templo de Jerusalém. O povo clama a Deus recordando sua fidelidade passada e pedindo que ele aja novamente para salvar.

Quando devo ler o Salmo 74?

Em tempos de calamidade coletiva, perseguição contra a Igreja, destruição de comunidades, ou quando você sente que a fé está sob ataque. É um salmo de lamento corporativo, não pessoal.

Por que o salmo recorda as obras de Deus na criação?

Porque se Deus controla a criação, certamente pode controlar a história e salvar seu povo. A memória das obras passadas é argumento para pedir ação presente.

O Salmo 74 termina com esperança?

Não com resposta, mas com apelo. Termina pedindo a Deus que aja. O cristão sabe que Jesus é a resposta final: a redenção do povo de Deus.

Como aplicar o Salmo 74 se não estou em crise comunitária?

Você pode usar para orar pelos outros, pela Igreja quando é atacada, por comunidades sofrendo perseguição ou desastre. Também ensina a orar honestamente quando está confuso.

A destruição do templo em 74 é profecia do futuro?

Muitos estudiosos ligam a um evento histórico real (586 a.C.). Não é profecia do futuro, mas reflexo de um lamento real que a comunidade viveu.

Qual é o tipo de salmo 74? Lamento, louvor, penitencial?

É lamento comunitário ou lamento do povo. Pede ação, mas não é penitencial (não confessa pecados). É imprecatório porque pede destruição dos inimigos, mas o foco é na defesa de Deus, não na vingança pessoal.