Salmo 69: As águas chegaram ao pescoço
Quando você está afundado e rejeitado, seu clamor é ouvido, e sua libertação aponta para a salvação de todos os que sofrem.
- AutorDavi
- GêneroSalmo de lamento imprecatório
- Versículos36
- TemaResgatado da lama: quando você está afundado e rejeitado
Neste estudo
História e contexto do Salmo 69
7 palavras que resumem o Salmo 69
- Águas
- Afogo
- Cansaço
- Abandono
- Socorro
- Libertação
- Esperança
Para que serve o Salmo 69?
Este salmo também é lido em momentos de:
Para o mestre de música. De acordo com a melodia “Lírios”. De Davi.
1Salva-me, ó Deus, pois as águas subiram até o meu pescoço!
2Nas profundezas lamacentas eu me afundo; não tenho onde firmar os pés. Entrei em águas profundas; as correntezas me arrastam.
3Cansei-me de pedir socorro; a minha garganta se abrasa. Os meus olhos fraquejam de tanto esperar pelo meu Deus.
4Os que sem razão me odeiam são mais do que os fios de cabelo da minha cabeça; muitos são, sem motivo, os meus inimigos; muitos os que procuram destruir-me. Sou forçado a devolver o que não roubei.
5Tu bem sabes como fui insensato, ó Deus; a minha culpa não te é encoberta.
6Não se decepcionem por minha causa aqueles que esperam em ti, ó Senhor, Senhor dos Exércitos! Não se frustrem por minha causa os que te buscam, ó Deus de Israel!
7Pois por amor a ti suporto zombaria, e a vergonha cobre-me o rosto.
8Sou um estrangeiro para os meus irmãos e um estranho até para os filhos da minha mãe.
9O zelo pela tua casa me consumiu, e os insultos daqueles que te insultam caíram sobre mim.
10Até quando choro e jejuo, tenho que suportar zombaria;
11quando me visto com pano de saco, sou objeto de chacota.
12Os que se assentam à porta zombam de mim, e sou a canção dos bêbados.
13Eu, porém, Senhor, no tempo oportuno, elevo a ti a minha oração; responde-me, pelo teu grande amor leal, ó Deus, com a tua salvação infalível!
14Tira-me do atoleiro, não me deixes afundar; liberta-me dos que me odeiam e das águas profundas.
15Não permitas que as correntezas me arrastem, nem que as profundezas me engulam, nem que a cova feche sobre mim a boca!
16Responde-me, Senhor, pela bondade do teu amor leal; pela tua grande misericórdia, volta-te para mim.
17Não escondas do teu servo a tua face; responde-me depressa, pois estou em perigo.
18Aproxima-te e resgata-me; livra-me por causa dos meus inimigos.
19Tu bem sabes como sofro zombaria, humilhação e vergonha; conheces todos os meus adversários.
20A zombaria partiu-me o coração; estou em desespero! Esperei por compaixão, e nada recebi; por consoladores, e a ninguém encontrei.
21Puseram fel na minha comida e para matar-me a sede deram-me vinagre.
22Que a mesa deles se transforme em laço; torne-se retribuição e armadilha.1
23Que se lhes escureçam os olhos para que não vejam; faz-lhes tremer o corpo sem parar.
24Despeja sobre eles a tua ira; que o teu furor ardente os alcance.
25Fique deserto o seu lugar; não haja ninguém que habite nas suas tendas.
26Pois perseguem aqueles que tu feres e comentam a dor daqueles a quem castigas.
27Acrescenta-lhes pecado sobre pecado; não os deixes participar da tua salvação.
28Sejam eles tirados do livro da vida e não sejam incluídos no rol dos justos.
29Grande é a minha aflição e a minha dor! Proteja-me, ó Deus, a tua salvação!
30Louvarei o nome de Deus com cânticos e proclamarei a sua grandeza com ações de graças;
31isso agradará ao Senhor mais do que bois, mais do que touros com chifres e cascos.
32Os pobres1 o verão e se alegrarão; que o coração de vocês que buscam a Deus se reanime!
33O Senhor ouve os necessitados e não despreza o seu povo aprisionado.
34Louvem-no os céus e a terra, os mares e tudo o que neles se move,
35pois Deus salvará Sião e reconstruirá as cidades de Judá. Então, o povo ali viverá e tomará posse da terra;
36a descendência dos seus servos a herdará, e nela habitarão os que amam o seu nome.
- 22. Ou Que até as suas ofertas de comunhão se tornem em armadilha; ou ainda Que até os seus aliados se tornem uma armadilha. ↩
- 32. Ou humildes. ↩
Texto bíblico: Nova Versão Internacional (NVI)
O que o Salmo 69 ensina
O salmo divide-se em duas metades: o clamor pela salvação pessoal e a celebração de que a salvação chega aos pobres e a toda a terra.
Nos versículos 1 a 12, o salmista descreve seu afogamento literal e metafórico: águas profundas, lama, inimigos, cansaço de clamar.
Nos versículos 13 a 29, ele imprecaa contra aqueles que o perseguem e pede resgate urgente, voltando a contar sua aflição.
Nos versículos 30 a 36, o foco muda: louvor enche a boca do salmista, os pobres se alegram, e Deus salva Sião e a reconstruir.
- Afogamento
- clamor sem resposta
- imprecação contra inimigos
- resgate pessoal
- louvor universal
- salvação das cidades
O que começa em lama e desespero termina em louvor que inclui não só o salmista, mas toda Sião reconstruída.
Exegese do Salmo 69
A exegese examina o que o texto dizia aos primeiros leitores.
Águas que chegam ao pescoço Salmo 69:1-3
“Salva-me, ó Deus, pois as águas subiram até o meu pescoço! Nas profundezas lamacentas eu me afundo; não tenho onde firmar os pés. Entrei em águas profundas; as correntezas me arrastam. Cansei-me de pedir socorro; a minha garganta se abrasa. Os meus olhos fraquejam de tanto esperar pelo meu Deus.”
“As águas subiram até o meu pescoço” não é só desesperação retórica. O salmista afunda em lama profunda, em águas revoltas. O verbo “afundo” (sahal) aparece duas vezes, reforçando a descida sem salvação à vista. A frase “não tenho onde firmar os pés” é a expressão de completa impotência. Cansar-se de pedir socorro e a garganta se abrasar falam de uma crise prolongada, não momentânea.
Linguagem de afogamento literal: o salmista está realmente em grande dificuldade.
Inimigos sem razão e preço da fidelidade Salmo 69:4-7
“Os que sem razão me odeiam são mais do que os fios de cabelo da minha cabeça; muitos são, sem motivo, os meus inimigos; muitos os que procuram destruir-me. Sou forçado a devolver o que não roubei. Tu bem sabes como fui insensato, ó Deus; a minha culpa não te é encoberta. Não se decepcionem por minha causa aqueles que esperam em ti, ó Senhor, Senhor dos Exércitos! Não se frustrem por minha causa os que te buscam, ó Deus de Israel! Pois por amor a ti suporto zombaria, e a vergonha cobre-me o rosto.”
“Mais do que os fios de cabelo” expressa a multidão de inimigos sem motivo. Davi reconhece sua própria insensatez - é admissão genuína, não inocência fingida. Deus conhece sua culpa.
Mas há preocupação altruísta: que os que esperam em Deus não se desanimem por causa de sua queda. Ele sofre por lealdade a Deus - “Por amor a ti suporto zombaria”. A vergonha é resultado de fidelidade, não de culpa sem perdão.
Inimigos sem razão, confissão pessoal e lealdade que custa.
Estrangeiro para os meus irmãos Salmo 69:8-12
“Sou um estrangeiro para os meus irmãos e um estranho até para os filhos da minha mãe. O zelo pela tua casa me consumiu, e os insultos daqueles que te insultam caíram sobre mim. Até quando choro e jejuo, tenho que suportar zombaria; quando me visto com pano de saco, sou objeto de chacota. Os que se assentam à porta zombam de mim, e sou a canção dos bêbados.”
“Estrangeiro para os meus irmãos” descreve rejeição próxima. O “zelo pela tua casa” isolou o salmista dos outros. Quando chora e jejua, sofre zombaria. Ao vestir-se com pano de saco em penitência, é objeto de chacota. Os que se assentam à porta zombam dele, e é tema de canção dos bêbados. O isolamento é completo - nem seus irmãos, nem estranhos o defendem.
Isolamento completo: rejeitado pelos irmãos e alvo de zombaria pública.
Responde-me pelo teu grande amor leal Salmo 69:13-18
“Eu, porém, Senhor, no tempo oportuno, elevo a ti a minha oração; responde-me, pelo teu grande amor leal, ó Deus, com a tua salvação infalível! Tira-me do atoleiro, não me deixes afundar; liberta-me dos que me odeiam e das águas profundas. Não permitas que as correntezas me arrastem, nem que as profundezas me engulam, nem que a cova feche sobre mim a boca! Responde-me, Senhor, pela bondade do teu amor leal; pela tua grande misericórdia, volta-te para mim. Não escondas do teu servo a tua face; responde-me depressa, pois estou em perigo. Aproxima-te e resgata-me; livra-me por causa dos meus inimigos.”
“No tempo oportuno” marca uma mudança estratégica. O salmista apela para o “grande amor leal” (chesed) e a “salvação infalível” de Deus. Os pedidos são específicos: tira do atoleiro, não me deixes afundar, liberta de quem me odeia e das águas profundas.
“Não escondas do teu servo a tua face” pede que Deus se volte para ele. Está em perigo iminente. O apelo é por proximidade - que Deus se aproxime e resgate de quem o persegue, respondendo depressa pela bondade do seu amor leal.
Oração urgente no tempo oportuno, apelando por proximidade de Deus.
A zombaria partiu-me o coração Salmo 69:19-21
“Tu bem sabes como sofro zombaria, humilhação e vergonha; conheces todos os meus adversários. A zombaria partiu-me o coração; estou em desespero! Esperei por compaixão, e nada recebi; por consoladores, e a ninguém encontrei. Puseram fel na minha comida e para matar-me a sede deram-me vinagre.”
O verso 19 resume: Deus conhece toda a humilhação e o sofrimento. O verso 20 é central: “partiu-me o coração”. A tristeza é tão profunda que ele esperava compaixão e nada encontrou, procurou consoladores e ninguém veio. No verso 21, até a alimentação básica lhe é negada - ao invés de água para beber, recebe vinagre. É desafio e desprezo final.
Zombaria partiu o coração; ninguém trouxe consolo, recebeu vinagre ao invés de água.
Imprecações: retribuição e exclusão Salmo 69:22-28
“Que a mesa deles se transforme em laço; torne-se retribuição e armadilha. Que se lhes escureçam os olhos para que não vejam; faz-lhes tremer o corpo sem parar. Despeja sobre eles a tua ira; que o teu furor ardente os alcance. Fique deserto o seu lugar; não haja ninguém que habite nas suas tendas. Pois perseguem aqueles que tu feres e comentam a dor daqueles a quem castigas. Acrescenta-lhes pecado sobre pecado; não os deixes participar da tua salvação. Sejam eles tirados do livro da vida e não sejam incluídos no rol dos justos.”
O verso 22 pede que a mesa deles se torne armadilha. O verso 23, que os olhos se escureçam. O verso 24, que a ira de Deus os alcance. O verso 25 pede desolação de seus lares.
O verso 26 explica a razão: eles perseguem os que Deus ferira. O verso 27 acusa-os de adicionar pecado sobre pecado. O verso 28 pronuncia o julgamento final: serem tirados do livro da vida. Estas são imprecações legítimas em gênero - expressão de justiça entregue a Deus, não convite para vingança humana.
Imprecações duras contra perseguidores, entregues a Deus como justiça.
Do louvor pessoal à restauração universal Salmo 69:29-36
“Grande é a minha aflição e a minha dor! Proteja-me, ó Deus, a tua salvação! Louvarei o nome de Deus com cânticos e proclamarei a sua grandeza com ações de graças; isso agradará ao Senhor mais do que bois, mais do que touros com chifres e cascos. Os pobres o verão e se alegrarão; que o coração de vocês que buscam a Deus se reanime! O Senhor ouve os necessitados e não despreza o seu povo aprisionado. Louvem-no os céus e a terra, os mares e tudo o que neles se move, pois Deus salvará Sião e reconstruirá as cidades de Judá. Então, o povo ali viverá e tomará posse da terra; a descendência dos seus servos a herdará, e nela habitarão os que amam o seu nome.”
O verso 29 retorna à aflição, mas não como derrota - como contexto para louvor. O verso 30 é decisão: “Louvarei o nome de Deus com cânticos”. O verso 31 afirma que louvor agrada mais que ofertas. O verso 32 muda de perspectiva: os pobres verão e se alegrarão porque a salvação deste salmista prova que Deus cuida deles.
O verso 33 expande ainda mais: Deus ouve não só este salmista, mas todos os necessitados. Os versículos finais convidam o universo a louvar: céus, terra e mares. Deus salvará Sião e reconstruirá as cidades de Judá. Os servos herdarão a terra; os que amam seu nome habitarão nela. A libertação pessoal aponta para restauração nacional.
Virada para louvor universal e restauração das cidades.
Hermenêutica do Salmo 69
Como lidar com a imprecação no Salmo 69 e o chamado cristão ao perdão?
O Salmo 69 é poesia de lamento de alguém em aflição profunda. As imprecações são expressão de dor legítima, não instrução para vingança. O salmista não toma a vingança em suas mãos, mas entrega a causa a Deus. Ler as maldições como exigência para matar é perder a hermenêutica do gênero.
Os salmos imprecatórios servem à função psicológica e espiritual de validar emoções intensas e entregá-las a Deus em vez de agir sobre elas. Quando você lê o Salmo 69 em sua aflição, pode nomear a raiva, o desespero, e colocá-los diante de Deus, confiando que a justiça é dEle, não sua.
O Novo Testamento cita o Salmo 69 várias vezes em conexão com a paixão de Cristo. O versículo 21 (vinagre) aparece na crucificação. Os cristãos veem em Cristo o verdadeiro “justo que sofre sem motivo” e sua ressurreição como resposta à imprecação. A salvação em Cristo é maior que qualquer vingança humana.
Textos que falam de salvação de quem está afundado e promessa de restauração
| Passagem | O que mostra |
|---|---|
| Salmo 40:1-3 | Deus tirou o salmista de um poço de lama e o levantou para cantar um novo cântico. |
| Salmo 130:1-8 | “Das profundezas clamo a ti, Senhor”, implorando perdão e esperança. |
| Isaías 53:3-5 | O servo sofredor é rejeitado, ferido por nossas transgressões, e o Novo Testamento aplica isso a Cristo. |
| Lamentações 3:52-58 | Semelhante desespero, mas com confiança de que Deus ouve e responde. |
| João 19:28-29 | Na crucificação, Jesus recebe vinagre, citação possível do Salmo 69:21. |
Homilética do Salmo 69
A homilética transforma o estudo em mensagem para ser pregada ou ensinada, útil para pastores, professores de EBD e grupos de estudo.
- O Afogamento do Desespero Salmo 69:1-3Não é fraqueza confessá-lo; é o ponto de partida para o clamor verdadeiro.
- Sofrimento por Lealdade Salmo 69:6-7Às vezes você é rejeitado justamente porque é fiel a Deus.
- Oração no Tempo Oportuno Salmo 69:13-16Timing importa; Deus responde no tempo certo, não no nosso, mas no momento estratégico.
- O Coração Partido Salmo 69:20Isolamento e zombaria podem partir o coração; ninguém consola. Nesse momento, Deus se torna essencial.
- Louvor em vez de Sacrifício Salmo 69:30-31O louvor nascido da aflição é mais valioso que os rituais de quem não sofreu.
- Sua Libertação Ressoa Além de Você Salmo 69:33-36Quando Deus o resgata do atoleiro, os pobres veem e se alegram; as cidades são reconstruídas.
Aplicação espiritual do Salmo 69
- Você está afundado em problemasLembre-se de que suas águas chegam ao pescoço, e Deus ouve.
- Há inimigos que o odeiam sem motivoLembre-se de que você não é responsável por odiar-se a si mesmo.
- Ninguém trouxe consoloLembre-se de que Deus é consolador e o conhece totalmente.
- Você sofre por ser fielLembre-se de que o zelo pela casa de Deus tem preço, mas tem recompensa.
- Você quer se vingarLembre-se de que pode gritar a ira, mas entregá-la a Deus.
- Você louva mesmo no sofrimentoLembre-se de que este louvor agrada a Deus mais que ofertas de quem não sofre.
- Sua libertação chegarLembre-se de que ela ressoa para outros pobres e necessitados.
Mensagem centralQuando você está afundado e rejeitado, seu clamor é ouvido, e sua libertação aponta para a salvação de todos os que sofrem.
Oração baseada no Salmo 69
7 títulos de pregações sobre o Salmo 69
- Salvo das Águas Profundas
- Quando Ninguém Traz Consolo
- Lealdade com Preço e Recompensa
- Do Atoleiro ao Louvor
- Imprecação e Confiança
- Os Pobres Verão e Se Alegrarão
- Restauração Que Começa com Um
7 Salmos relacionados ao Salmo 69
- 22Salmo 22: Meu Deus, por que me abandonaste?AbandonoSalmo de profunda aflição e rejeitamento, também citado na cruz de Cristo.
- 40Salmo 40: Esperei com paciênciaResgateDeus tira da lama e coloca os pés em rocha firme, depois canta novo cântico.
- 130Salmo 130: Das profundezas clamo a tiProfundezasClama das profundezas, espera em Deus, confia em sua misericórdia.
- 142Salmo 142: Na caverna, sem ninguémLamentoExpõe a alma diante de Deus quando ninguém mais ouve, refugiando-se nEle.
- 143Salmo 143: Ensina-me a fazer a tua vontadeAngústiaPede que Deus não julgue ao servo quando a angústia o domina.
- 31Salmo 31: Nas tuas mãos entrego o meu espíritoLibertaçãoEntrega a causa a Deus dizendo “liberta-me” e confia que será feito.
- 57Salmo 57: À sombra das tuas asasRefúgioBusca abrigo à sombra das asas de Deus até que passe a angústia.
Perguntas frequentes sobre o Salmo 69
Por que há maldições no Salmo 69?
O Salmo 69 é imprecatório: expressa dor intensa de alguém rejeitado e pedindo justiça a Deus. As maldições não são instrução para você odiar, mas validação de emoções legítimas e entrega delas a Deus.
O Salmo 69 promete que Deus resgatará rápido?
Não. O salmista pede resgate urgente, mas o salmo fala de “tempo oportuno”. Deus responde, mas no timing dele. A promessa é de resposta, não de velocidade.
Como o Salmo 69 se conecta com a morte de Jesus?
O versículo 21 menciona vinagre, que aparece na crucificação. Alguns cristãos veem no salmista um tipo de Cristo: justo que sofre, rejeitado, mas cuja morte e ressurreição trazem salvação universal.
E se eu não conseguir perdoar quem me persegue?
O Salmo 69 valida essa dificuldade. Você pode gritar a raiva, nomeá-la diante de Deus e, ao longo do tempo, pedir que Deus transforme seu coração. Não é obrigação instantânea, mas processo.
Qual é o ponto do versículo 32: “Os pobres o verão e se alegrarão”?
Quando você é resgatado, outros em situação similar veem que Deus ouve e age. Sua libertação não é só sua; é testemunho para os que sofrem igualmente.
Por que confiar em Deus se ainda estou na lama?
O Salmo 69 não promete que a lama desaparecerá antes da oração, mas que o clamor é ouvido. A confiança é que não você não afundará para sempre, que haverá resgate mesmo que você ainda sinta o barro.
Como o Salmo 69 ajuda com depressão ou desesperança?
O salmo valida a profundidade da dor e oferece espaço para nomeá-la. Diz que Deus ouve até quem está no desespero e oferece o louvor como resposta não à desaparição do problema, mas à libertação nele.