maio 22, 2024

Revisão de Redação para Enem

Revisão de Redação para Enem 1

♪ [Débora] Oi, gente!
Tudo bem com vocês? Sejam bem-vindos
a mais um vídeo do canal. Hoje vim fazer com vocês uma revisão de redação pro Enem 2021,
que está chegando. Calma, vai dar tempo,
vai dar tudo certo! Então respira fundo e
bora começar essa revisão. Tô fazendo tudo isso
com base na minha apostila que tá à venda, inclusive,
lá no meu site, deboraaladim.com.br. Inclusive, esse belíssimo
moletom aqui que eu estou usando que tem as horcruxes do Harry
Potter na manga, também está à venda. Vocês vão ver que embaixo do vídeo tem o site da Lolja,
todos os links na descrição. Vou dividir essa revisão,
pessoal, em várias partes. Mas pra começar, né, o básico, o que
o corretor vai procurar na sua redação. ♪ Basicamente, pessoal, a Redação do Enem ela é corrigida de acordo
com cinco competências são cinco fatores que o corretor
vai procurar no seu texto. A primeira competência é
demonstrar conhecimento da norma culta da língua escrita. Basicamente é você
escrever corretamente, né. Ortografia, acentuação,
todas essas coisas. Mas nessa competência,
pessoal, pra você tirar total você pode ter até três erros, tá? Você pode ter dois desvios e
um erro de estrutura sintática. Então, por exemplo,
o texto lá tá escrito perfeitamente só que em algum momento
você escreveu ônibus sem acento. Ainda assim, vai tirar na competência 1.
Você pode ter até dois desvios. Vai aparecer aqui na tela
a tabela bonitinha do que são considerados os desvios. E pode ter um erro de
estrutura sintática, ok? Então, primeira competência. A segunda competência,
pessoal, é a mais longa, que é: Compreender a proposta
de redação e aplicar conceitos das várias áreas do conhecimento
para desenvolver o tema dentro dos limites estruturais do
texto dissertativo-argumentativo. Basicamente, essa competência é: Não errar o tema,
não errar o tipo textual e colocar outras áreas do conhecimento. Então, pessoal,
é nessa competência que o corretor vai avaliar se você fugiu
ou tangenciou o tema, né. Se você deu uma escapadinha ali,
se você realmente tratou o tema qual a dica que eu dou pra vocês,
pra vocês realmente não fugirem não tangenciarem o tema,
não escaparem ali do assunto. Vocês usarem,
repetirem ao longo do texto as palavras-chave que
estão no título da redação. Sabe a proposta de redação que fala: “A persistência da violência
contra a mulher”? Essas palavras aí que são o título,
né, da proposta você pode ir repetindo
elas ao longo do texto pra mostrar pro corretor que
você não está fugindo do assunto. Então “persistência”,
“violência”, “mulher” nesse caso aí,
são as palavras-chave do texto. Então você pode ir repetindo
essas palavras-chave pra mostrar pro corretor que
você não fugiu do assunto. Não fugir também do tipo textual, né que é o texto dissertativo-argumentativo. Um texto de quatro parágrafos,
com introdução desenvolvimento, conclusão,
proposta de intervenção, né. E inserir no seu texto outras áreas
do conhecimento. Por que, pessoal? Porque o corretor,
ele quer ler o seu texto e ver que você sabe mais do que
só o texto motivador tá te contando. Então, pessoal, não se enganem,
vocês podem usar dados dos textos motivadores,
tá, sem problema algum. A única coisa que vocês não
podem é literalmente copiar as palavras dos textos motivadores, tá?
Isso não pode! Agora, se lá tem, por exemplo,
o infográfico falando: “Ah, 10% das mulheres brasileiras
já sofreu agressão” você pode usar isso na sua redação
como um argumento, tá. Mas não pode copiar literalmente
o que tá escrito no texto. O corretor, ele quer ver que
você sabe um pouco mais. Então você pode usar,
por exemplo, uma frase de filósofo você pode usar um dado estatístico,
um argumento de autoridade, né. Falar “segundo os biólogos”,
“segundo o cientista tal”. Você pode usar alguma
alusão histórica, enfim. Então, trazer dados de outras áreas
do conhecimento é você trazer alusões
aí pra sua redação. Inclusive, já fiz vários vídeos
aqui no canal de alusões coringa que dão pra qualquer
tema pra você utilizar, tá? Vou deixar o link na descrição.
Agora, a competência três é: Selecionar, relacionar, organizar
e interpretar informações, fatos opiniões e argumentos em
defesa de um ponto de vista. Essa competência pode ser resumida
em uma palavra, que é argumentação. Pra explicar isso, pessoal,
eu sempre uso a metáfora do advogado. O que o advogado faz?
Ele defende uma causa, né? Ele defende o seu cliente, tudo mais. Da mesma forma, no texto, a gente
vai defender o nosso ponto de vista. E como o advogado faz
pra defender o cliente. Por exemplo, se eu tô defendendo alguém que tá sendo acusado de assassinato,
o que eu vou fazer? Eu vou pegar uma imagem de uma câmera mostrando que ele não
estava no local do crime. Vou pegar as roupas dele e
mostrar que não tem restos de sangue. Vou trazer uma testemunha,
uma pessoa que conhece ele que vai falar que ele é boa pessoa,
que ele jamais faria isso. Vou trazendo argumentos aí pra defender.
“Ó, meu cliente é inocente”. Então da mesma forma, no texto,
quando a gente tá argumentando a gente está defendendo
o nosso ponto de vista pro leitor, né. Pra mostrar pro leitor
que o tema da redação o problema que a gente tá defendendo
que existe no Brasil é algo grave, é algo importante
e algo que tem que ser resolvido. Porque, pessoal, todos os temas
do Enem são problemáticas são situações problemáticas,
situações ruins que acontecem no Brasil. Até porque, né, gente,
o tipo textual exige que a gente faça
a proposta de intervenção. Então você tem que
resolver alguma coisa tem que ter um problema
pra ser resolvido. Então, independente do tema, se for
algo de saúde, educação, segurança sempre vai ser algo problemático,
alguma treta que acontece no Brasil que pode ser ruim pra sociedade ou então pra uma parcela
da população, etc. Mas eu vou explicar melhor
pra você sobre argumentação depois, tá? A quarta competência
é a chamada coesão textual. Demonstrar conhecimento
dos mecanismos linguísticos necessários para a construção
da argumentação. A metáfora que eu uso
pra explicar coesão textual, pessoal é a metáfora do cimento, por quê? Se eu sou um pedreiro,
estou construindo uma parede adianta eu só colocar um tijolinho
em cima do outro? Não. Porque vai cair,
aquilo não tá junto, não tá unido. Eu preciso colocar o quê? Cimento, argamassa,
pra juntar um tijolo no outro. Da mesma forma, quando a gente tá
construindo o nosso ponto de vista quando a gente tá construindo o texto não adianta só jogar as palavras lá,
elas precisam ser unidas, né. Não adianta só jogar um tanto
de frase sem nexo algum. Então, pessoal coesão textual
é o que a gente faz o tempo todo quando a gente tá falando
e tá escrevendo. É usar os mecanismos
da nossa língua portuguesa pra explicar direito
o que a gente tá fazendo, né. Juntar as orações,
juntar as frases, tudo mais. Basicamente, pessoal,
o que o corretor vai procurar no seu texto, nessa quarta competência? Vai procurar conectivos. Vão aparecer aqui na tela
alguns exemplos de conectivos. E você com certeza vai reconhecer várias
dessas palavras. “Mas”, “porém”, “contudo”, “entretanto”,
“além disso”, “e”, “ademais”, “porém”… “Dessa forma”, “assim sendo”, “em
primeiro lugar”, “em segundo lugar”… Todas essas expressões,
essas palavras são conectivos. São expressões da língua portuguesa
que a gente usa aí pra juntar frases,
pra juntar argumentos, enfim. E pra tirar total na competência 4,
pessoal, é super simples. O seu texto só precisa ter pelo menos
um conectivo dentro de cada parágrafo. Então super tranquilo, né. Dentro de cada parágrafo
tem que ter pelo menos um conectivo. E dois dos seus parágrafos
têm que começar por conectivos. Que são os chamados
conectivos interparagrafais, né. Que juntam parágrafos. Então dois dos seus parágrafos
têm que começar com conectivos. O que você pode fazer?
Você pode, por exemplo colocar um parágrafo “em primeiro
lugar” e depois “em segundo lugar”. Você pode, por exemplo,
colocar o parágrafo final, né a conclusão do seu texto,
começar ele com “dessa forma”. Ou “assim sendo”, “portanto”… Outra coisa também que
eu gosto de fazer, que é bem simples é começar o penúltimo parágrafo do texto
com algum conectivo de oposição. Falar “embora”, “entretanto”,
“porém”, “mas”… A gente vai falar um pouco
mais sobre isso ao longo do vídeo. Mas basicamente,
na competência 4, pra você tirar total é só isso, só ter pelo menos
um conectivo dentro de cada parágrafo e depois parágrafos
começando por conectivos. Por isso que a gente recomenda,
né, pessoal que na sua redação tenha,
ao todo, quatro parágrafos, tá bom? E pra finalizar, pessoal,
a quinta e última competência é a proposta de intervenção. Eu vou explicar pra vocês mais tarde o que a proposta de intervenção precisa
ter pra tirar total. E é isso, pessoal,
esses são os cinco fatores que o corretor vai olhar na sua redação. Cada uma dessas competências
vale 200 pontos. Então se você tirar total em todos,
você vai tirar mil. A primeira competência:
uso correto da língua portuguesa. Segunda competência: não fugir do tema,
não fugir do tempo textual e usar alusões de
outras áreas do conhecimento. Terceira competência: argumentação. Quarta competência:
os conectivos, a coesão textual. E a quinta competência:
a proposta de intervenção. [suspirando] Uh! Falei, falei,
mas vocês entenderam, né? Então agora, gente,
vamos para o passo a passo de como escrever a redação
modelo Enem, tá? ♪ Pra começar, pessoal, igual eu
mencionei, eu e os corretores, né o pessoal que trabalha
com o Enem, a maioria sua grande maioria recomenda redações
com quatro parágrafos. Um parágrafo de introdução,
dois parágrafos de desenvolvimento e um parágrafo com a intervenção, né. Com o final,
a conclusão aí do seu texto. A dica que eu dou,
que eu particularmente gosto de fazer é sempre começar o meu texto
já citando outra área do conhecimento. Que é algo que já vai ser bom
pra segunda competência e também tem várias frases prontas. Inclusive, tem vídeo aqui no canal
com várias frases prontas pra você começar o seu texto,
e eu gosto muito de fazer isso. O que tem que ter
no seu primeiro parágrafo? Duas coisas: contextualização
e problematização. Você tem que explicar pro leitor que
tem uma coisa acontecendo no Brasil e que essa coisa é ruim, é problemática,
é negativa de alguma forma. Todos os temas do Enem
são questões problemáticas, são tretas são problemas, caôs aí
que estão acontecendo no Brasil. Então no seu primeiro parágrafo,
você tem que fazer isso. Basicamente, explicar pro leitor.
Tem uma coisa acontecendo no Brasil e essa coisa não é legal,
essa coisa é ruim. Eu gosto de sempre começar com
a alusão a outra área de conhecimento. Às vezes falando:
“Desde a Grécia Antiga tal situação é um problema
para a humanidade”. Às vezes o tema do Enem
é um tema que tá no Brasil há décadas. Então você pode fazer
uma alusão histórica. Você pode também começar
citando um filme, um livro, uma música. Onde esse problema, esse tema
aí da redação se mostra presente. Então, ah… “Na história
em quadrinhos do Batman nós vemos que Gotham
é uma cidade muito violenta”. “Já fora dos quadrinhos, no Brasil,
muitas cidades também são violentas, né. Então a violência urbana
é um problema no Brasil”. Eu gosto de sempre começar
com outras áreas do conhecimento. Mas também vou deixar aqui na descrição
o vídeo com algumas frases prontas que dá pra vocês adaptarem
e usarem na sua redação, tá? Então eu gosto, sempre, de começar
com outra área do conhecimento. Mas na prática, o que precisa
mesmo ter na sua introdução é isso é contextualizar
e problematizar, tá bom? Agora, pessoal, pros dois parágrafos pro meio do texto,
que são o desenvolvimento. Eu vou ensinar aqui pra vocês,
gente, o meu método. Existem vários outros métodos
pra escrever redação vários outros que funcionam. Só que eu só sei o meu,
então vou passar o meu aqui pra vocês. O meu é bem simples.
Basicamente, o que você vai fazer pra sua argumentação,
pra desenvolver o seu texto? No primeiro parágrafo
de desenvolvimento que é o segundo parágrafo do texto,
você vai explicar porque a situação é um problema,
e no parágrafo seguinte você vai falar por que esse problema
ainda não foi resolvido. Vamos supor que eu e você
estamos aqui conversando tendo uma conversa de amigos. E eu tô tentando te convencer
de que a violência contra a mulher ainda
é um problema no Brasil. Mesmo com Lei Maria da Penha,
mesmo com tudo, ainda é uma situação. Como que eu vou fazer pra te convencer
do meu ponto de vista? Primeiro, eu posso te falar: “Olha, a violência contra a mulher
é um problema muito grande. Não só porque uma quantidade
X de mulheres morrem de feminicídio,
várias mulheres são agredidas. Mas também porque isso viola
a liberdade individual do ser humano isso vai contra os nossos direitos. Isso gera medo,
isso gera várias dificuldades pras mulheres que conseguem sobreviver. Dificuldades de se reinserir
no mercado de trabalho. Enfim, eu vou mostrando aí
porque a situação é ruim, né. Porque isso é algo negativo.
E depois eu vou falar: “Mas o problema ainda não foi resolvido,
por quê? Nós não temos uma lei…” Aliás, a gente tem, né.
Mas só dando de exemplo nós não temos uma lei específica
para a violência contra a mulher. Ou então a lei não é cumprida, né.
Dos casos de violência poucos são denunciados,
porque as mulheres têm medo. Ou então, poucos casos
acabam sendo julgados. E muitos homens acabam
sendo absolvidos pela violência. Então, a impunidade é muito grande…
Enfim, o que eu gosto de fazer, pessoal? Eu gosto de, primeiro, explicar
porque a situação é um problema. E depois falar porque até hoje
esse problema não foi resolvido. Porque depois, no último parágrafo,
a gente vai resolver esse problema por meio da proposta de intervenção. Então o texto,
ele flui tranquilamente, sabe. É um raciocínio que
começa e termina no texto. Então, eu gosto muito
de usar essa estratégia. Como que a gente faz essa argumentação? Como a gente convence o leitor
do nosso ponto de vista? Existem várias estratégias pra isso são as chamadas
estratégias argumentativas. Que são aí as estratégias
pra você convencer alguém do que você tá querendo dizer. Você pode, por exemplo,
usar a racionalidade, né usar a causa e consequência. Você pode, por exemplo,
usar um argumento de autoridade. Falar: “Ó, de acordo com os médicos,
os profissionais da área da saúde todos os anos, várias mulheres entram em pronto socorro
com algum tipo de agressão”. Você pode usar dados estatísticos, né,
pra fortificar aí o seu argumento. Você pode usar alguma alusão histórica pra mostrar que esse problema
é um problema antigo. Então existem várias estratégias,
e eu já fiz uma vídeo aqui no canal só sobre estratégias argumentativas,
dando exemplos pra vocês. Então vou deixar também
na descrição do vídeo pra vocês assistirem depois,
o vídeo das estratégias argumentativas. Então, no primeiro parágrafo,
eu gosto de usar dois dois motivos pelos quais
a situação é um problema. Porque aí você vai ter espaço suficiente
pra desenvolver esses dois argumentos. Mas também, você não vai ter tanto
espaço, a ponto de fugir do assunto. Então eu gosto de dois, porque eu acho
mais fácil aí na construção do texto. Então você vai escolher dois motivos pelos quais a situação é ruim,
é um problema. E depois, no próximo parágrafo,
você pode começar com um conectivo de oposição, falando: “Entretanto,
o problema está longe de ser resolvido”. Essa é uma frase
que eu usava muito, muito, muito. É um conectivo,
então já vai aí suprir a competência 4. E já te ajuda na argumentação. E aí, eu recomendo que vocês peguem dois motivos pelos
quais o problema persiste no Brasil. Dois motivos pelos quais
a situação ainda é problemática ainda não foi resolvida no Brasil. Seja…
A lei não é adequada, impunidade. Você escolhe dois motivos pelos quais
a situação ainda não foi resolvida. E aí, a gente passa
pra proposta de intervenção. Informações importantes, pessoal.
Proposta de intervenção é uma! Se você quiser colocar mais de uma,
fique à vontade, mas não recomendo, tá. Porque o importante mesmo
é ter uma única proposta de intervenção,
não precisa resolver tudo, tá? Mas essa proposta de intervenção,
ela tem que estar completa. Pra sua proposta tirar a nota máxima,
ela precisa ter cinco elementos. Que são agente, que é quem
vai fazer essa proposta de intervenção; Ação, que é o que vai ser feito,
né, que atitude vai ser tomada; Meio, que é por meio
de que essa ação vai ser feita de que maneira que isso vai acontecer; Finalidade, que é qual é o objetivo,
qual é o propósito aí dessa proposta de intervenção, né,
onde que você quer chegar com isso. E detalhamento,
que é você escolher um desses elementos e adicionar algum detalhe
a mais sobre eles. Então você pode adicionar
um detalhamento do agente você pode adicionar um detalhe
a mais sobre a ação que vai ser feita. Você pode dar mais detalhes sobre
o modo que a ação vai ser executada e você também pode adicionar mais
detalhes sobre o propósito sobre a finalidade aí
da sua proposta de intervenção. Pra vocês entenderem bem, pessoal,
eu gosto muito de ler uma proposta de intervenção que tirou
nota máxima em um Enem anterior que é usada de exemplo
no manual dos corretores do Enem, tá? Vou ler ela aqui junto com vocês. “Portanto, é dever
do Ministério da Comunicação em parceria com grandes plataformas,
como Facebook e Google tentáculos das trocas de informações,
impulsionar uma melhoria na tecnologia para que esses filtros
de molde pessoal sejam extintos. Por meio de um investimento pesado
por parte do Governo com o intuito de minimizar
a manipulação de dados. O que é o agente, pessoal? “Ministério da Comunicação,
em parceria com grandes plataformas”. Esse é o agente. Quem vai fazer? O Ministério da Comunicação
wwwwe as grandes plataformas. Qual é a ação? O que vai ser feito? “impulsionar uma melhoria na tecnologia”,
isso é o que vai ser feito. O modo, por meio de quê
que essa ação vai ser executada? Por meio de um investimento pesado
por parte do Governo. Inclusive, pessoal, essa expressão,
“por meio de” é uma boa expressão pra
você já deixar evidente aí pro corretor pro corretor ver, ficar na cara dele
que você colocou um meio, né que você colocou
a proposta aí completinha. Então, essa pessoa ainda colocou “por meio de” pra mostrar,
“olha aqui o meio”. O efeito, né, a finalidade é: “para que esses filtros de molde pessoal
sejam extintos”. E qual é o detalhamento, pessoal?
Nesse caso, não precisava, tá? Detalhamento é um só. Mas essa
pessoa quis colocar dois detalhamentos. Ele detalhou o agente e a finalidade. Então além do agente,
Ministério de Comunicação em parceria com grandes plataformas ele colocou “como Facebook e Google,
tentáculos das trocas de informações”. Então já adicionou um detalhe a mais
sobre os agentes. E também sobre o efeito, né. O efeito é “pra que esses filtros sejam
extintos”, mas ele ainda adicionou: “com o intuito de, com o objetivo
de minimizar a manipulação de dados”. Então, essa expressão,
“com o intuito de”, “com o objetivo de” “com a finalidade de”,
ainda é uma outra expressão que dá pra você colocar
na sua proposta de intervenção pra evidenciar,
pra deixar na cara do corretor: “Olha a finalidade, olha o efeito
aí da minha proposta de intervenção”. Eu tô falando rápido só pra
esse vídeo não ficar giganta, tá, gente? Mas a sua proposta de intervenção,
pra ela tirar nota máxima ela precisa ter esses cinco elementos. Agente, quem vai fazer essa proposta.
Ação, o que vai ser feito. Meio ou modo,
que é de que maneira isso vai ser feito. Finalidade, que é: qual é o objetivo
dessa proposta? E detalhamento,
que é escolher um desses elementos e falar um pouquinho mais sobre ele. E aí, pessoal, uma forma
interessante de finalizar a sua redação é justamente com o efeito. Porque na hora que
você vai colocar o efeito a finalidade da proposta de intervenção você pode inclusive copiar
o título da redação. Porque vamos
supor que a proposta de redação seja: “Caminhos para combater a intolerância
religiosa no Brasil”. Você pode finalizar o seu texto,
basicamente, falando “com o intuito de” ou “com o objetivo de combater
a intolerância religiosa no Brasil”. Essa é a finalidade, né,
combater a intolerância religiosa. E isso ainda remete
ao título da redação. Então, pessoal, não precisa ter um final
muito elaborado, tá? Você pode já finalizar
a sua redação com o efeito. Porque o último parágrafo,
a coisa que ele precisa ter é a proposta de intervenção. E como os corretores
já exigem uma proposta super completa não precisa ter um final,
assim, super elaborado você já pode finalizar
com a proposta e pronto, acabou! Algumas dicas gerais
que eu dou pra vocês, pessoal são primeiramente
estudar os conectivos, né. Porque apesar de a gente
estar usando conectivos o tempo todo a gente precisa se atentar a isso, né. O seu texto, dois parágrafos
têm que começar com conectivos. E têm que dentro ter um conectivo
dentro de cada parágrafo. Também recomendo que vocês
estudem as estratégias argumentativas pra vocês poderem praticar,
e tudo mais, a argumentação. Prestem atenção às alusões
de outras áreas do conhecimento, tá? Então frases de filósofo,
alusão histórica, isso tudo. Tem que ter alguma coisa
disso no seu texto, tá? Igual eu mencionei, pode usar
os dados dos textos motivadores, tá? Os textos motivadores do Enem,
eles estão lá pra te ajudar. Mas não pode, sob nenhuma hipótese copiar literalmente o que
o texto motivador tá falando, tá? E se você for, por exemplo,
citar um filósofo, citar um cientista um sociólogo,
tem que colocar o nome da pessoa. Não precisa ser um nome completo mas tem que colocar
“de acordo com Robisbal”. Você não pode simplesmente jogar: “Ah, de acordo com o filósofo,
a humanidade é incrível”. Não, você tem que falar qual filósofo. Se for uma pessoa mais famosa,
tipo, sei lá, o Bauman, ou o Kant você não precisa
nem colocar o nome completo. Mas precisa ter pelo menos um nominho,
tá, pro corretor saber identificar. E se você for usar
algum dado estatístico, pessoal você precisa citar o órgão
que fez a pesquisa. E isso já facilita, por quê? No texto motivador, né,
quando aparece algum dado estatístico sempre aparece embaixo, naquelas fontes,
aparece o órgão que fez. Então de acordo com a pesquisa de IBGE 50% das mulheres brasileiras
têm medo de andar sozinha na rua, sabe? Então tem que falar do órgão
que fez a pesquisa, ok? Se for um órgão mais famoso,
tipo, o SUS, o MEC, o IBGE, o Ibama… Não precisa colocar “Instituto
Brasileiro de Geografia e Estatística”. IBGE já é suficiente, tá?
Então quando são órgãos assim mais famosos,
dá pra usar também só a sigla. E outra, pessoal, ultimamente os
corretores têm aceitado também agentes na proposta de intervenção,
agentes que são mais gerais. Por exemplo, o Estado,
com E maiúsculo, né, o país. Ou então a sociedade,
a comunidade, a polícia… Sem precisar especificar.
Porque em anos anteriores eles gostavam que a gente
especificasse muito bem o agente. Hoje, dá pra gente usar
agentes mais amplos. E hoje também, pessoal, se você
fizer uma proposta de intervenção que seja medida de conscientização,
que antes os corretores não gostavam muito, hoje se você
fizer completo, ela vai ser aceita, sim! Então medida de conscientização, pessoal é aquela coisa de você conscientizar
a população sobre um problema. Tecnicamente,
a medida de conscientização resolveria todos os problemas do Brasil. Porque convenhamos, né… Se todo mundo tivesse
a consciência plena de que não pode sei lá, jogar lixo na rua,
a poluição não aconteceria. Então pra você
que às vezes tá muito inseguro com a proposta de intervenção,
tem muita dificuldade tem muito nervosismo, fique tranquilo,
porque no pior dos casos se você estiver no maior dos desesperos,
proposta de conscientização que é uma coisa que
tecnicamente resolveria todos os problemas do mundo,
pode ser usada também. Então falar, por exemplo,
temos que fazer uma campanha midiática pelo Brasil
para conscientizar as pessoas das ISTs. Distribuir preservativos,
distribuir sei lá o que pelo Brasil fazer palestras nas escolas,
explicando para os jovens a importância de se cuidar… Sabe? Então se antes isso já não era
tão bem aceito, hoje é aceito, sim! E é uma coisa aí coringa pra você ter. Se você tiver uma proposta melhor,
vai em frente, amado. Vá em frente. Faça uma
belíssima proposta de intervenção. Mas só pra acalmar o seu coração se você tiver na hora do pânico
na redação, proposta de conscientização também é uma alternativa
super legal de você escrever. E assim, pessoal, até tentei ser rápida,
mas eu sei que esse vídeo tá longo. Eu vou deixar aqui na descrição
vários outros vídeos que eu fiz também sobre redação aí,
sobre argumentos frases prontas pra ajudar vocês
a continuarem estudando. Ainda essa semana aqui no canal,
vou ter um vídeo preparando vocês pra temas de redação, independente
do tema que for cair no Enem, tá? Então acho que vocês vão gostar também. Não deixem de se inscrever
no canal e tudo mais. E igual eu mencionei, essa é só
a minha forma de escrever redação. Existem várias outras que funcionam existem vários outros professores
incríveis também pelo YouTube. Então fiquem à vontade aí,
apreciem sem moderação. Mas se você quiser usar meu
jeitinho de escrever, tá aqui, tá? Então espero que vocês tenham gostado,
continuem estudando. Vou deixar todos os vídeos pra
ajudar vocês aqui na descrição tem playlist aqui também no canal de vídeos pra você
assistir antes do Enem. E eu vejo vocês ainda essa semana pra gente se preparar pra qualquer
tema que possa cair na prova. Um beijo e até lá! ♪

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